sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Os primeiros livros sobre vampiros da história da literatura

VAMPIRA
Vampiros na literatura

O vampiro é naturalmente versátil: como uma figura literária, tem tomado diversas formas, adaptando-se para as novas gerações. Os leitores modernos podem agora encontrar vampiros em todos os gêneros imagináveis. Separei uma lista com os primeiros livros sobre vampiros do século XIX. Veja:
Samuel Taylor Coleridge (Christabel, 1797/1800)




O poema Christabel diz respeito a uma personagem feminina central do mesmo nome e seu encontro com um estranho chamado Geraldine, que afirma ter sido sequestrada de sua casa por um grupo de homens rudes.


Christabel vai para um bosque para orar, então ela ouve um barulho estranho. Ao olhar atrás da árvore, ela encontra Geraldine, que diz que ela tinha sido raptada de sua casa por homens a cavalo. Christabel se compadece—la e leva—la para casa com ela; sinais sobrenaturais (um cachorro latindo, uma chama misteriosa em um incêndio mortos) parecem indicar que nem tudo está bem. Eles passam a noite juntos, mas enquanto Geraldine despe, ela mostra uma marca terrível, mas indefinida. Seu pai, Sir Leonino, fica encantado com Geraldine, encomendar uma grande procissão para anunciar seu resgate. O poema inacabado termina aqui.
Christabel era uma influência sobre Edgar Allan Poe, particularmente seu poema "The Sleeper" (1831). Tem sido argumentado que o romance de Joseph Sheridan Le Fanu intitulado Carmilla é uma homenagem ou adaptação de Christabel. A antagonista Carmilla tem certas semelhanças com Geraldine do Christabel; por exemplo, ela não pode cruzar o limiar de uma casa, e parece ser mais forte à noite. Da mesma forma, as heroínas dos dois trabalhos são semelhantes, tanto Christabel e Laura são os filhos de mães falecidas atualmente no cargo de seus pais viúvos. A presença de Geraldine dá Christabel sintomas semelhantes como Carmilla faz para Laura; ambas as heroínas experimentam sono agitado e fraqueza na parte da manhã, depois de passar a noite com seus hóspedes.


Lord Byron (The Giaour, 1813)




O Giaour é um poema de Lord Byron publicado pela primeira vez em 1813 por T. Davison. É o primeiro na série de seus romances orientais. O Giaour provou ser um grande sucesso quando publicado, consolidando a reputação de Byron.
O Giaour também é notável por sua inclusão do tema dos vampiros. Depois de contar como o giaour matou Hassan, o narrador Otomano prevê que em punição por seu crime, o giaour será condenado a se tornar um vampiro depois de sua morte e matar os seus próprios entes queridos, bebendo seu sangue.

A associação de Byron com vampiros continuou em 1819 com a publicação de The Vampyre por John William Polidori, que foi inspirado por uma história inacabada de Byron, "Fragmento de um romance", também conhecido como "O enterro: Um Fragmento", publicado pela primeira vez em Mazeppa em 1819. O personagem principal, Lord Ruthven, foi baseado em Byron. Polidori tinha trabalhado anteriormente como o médico de Byron e os dois se separaram em condições ruins. Para grande irritação de Byron, The Vampyre foi amplamente atribuída a ele e até mesmo incluídos no terceiro volume da obra de Byron pela demanda popular. Lord Ruthven foi o primeiro retrato do vampiro como um aristocrata devasso.



John Polidori (The Vampyre, 1819)





É geralmente considerado o progenitor da literatura com vampiros.

O conto foi escrito em Genebra, por ocasião de uma competição de contos de terror sugerida por Lord Byron. O livro de Polidori teve uma enorme influência em Bram Stoker.

E.T.A. Hoffmann (Aurelia, 1820)





Vampirismo (vampirismo), também traduzido como Aurelia. Este romance é uma história de horror publicado em 1821 pelo escritor E. T. A. Hoffmann. É também a primeira história em prosa de um vampiro do sexo feminino. Inicialmente, ele pertencia à coleção de histórias em que um grupo de aristocratas se reúne para contar histórias fantásticas.
A história tem muitos elementos folclóricos, na verdade começa com uma breve palestra sobre vampirismo. Este rromance também parece ser influenciado pela história de Abdul Hassan um conto das Mil e Uma Noites.
Um grupo de amigos começa a falar sobre vampiros, citando vários casos e histórias. Um deles, chamado Cipriano, começa uma história que afirma ter recebido de uma fonte considerada factual.
No romance, o conde Hippolito, que acaba de herdar sua posição, no seu domínio recebe a chegada de uma baronesa empobrecida, em que pesa uma reputação terrível e misteriosa, e contra a qual já tinha avisado seu pai e tio.
O conde e Aurelia não tardam em começar um relacionamento romântico, aprovado pela mãe da menina, e logo começam a fazer os preparativos para o casamento. No entanto, a baronesa morreu de repente e é encontrada morta no cemitério. Os noivos decidem se casar sem mais delongas, especialmente dada à ansiedade de Aurelia.
Uma vez casados, Aurelia confessa ao marido a razão para a reputação sinistra da baronesa. O pai de Aurelia morreu quando ela era uma menina e sua mãe logo começou um novo relacionamento com Urian um personagem brutal que, de repente sentiu-se atraído por Aurelia e ainda tentou abusar dela com o consentimento do sua mãe. No entanto, Aurelia rejeita os avanços de Urian, desencadeando a fúria da baronesa, que a culpou por estarem na miséria.
Finalmente a brutalidade de Urian fez com que ele fosse preso e executado, sendo identificado como responsável por inúmeros crimes. A baronesa deixa sua casa com Aurelia, chegando finalmente ao domínio do Conde Hippolit.
 Hippolit congratula—se com a morte da baronesa. No entanto, logo depois do casamento a jovem esposa do Conde adoece de um mau desconhecido e médicos parecem incapazes de curar o seu mau. Pouco depois de se recuperar, Aurélia começa a rejeitar qualquer alimento, mas ela mantem a sua vitalidade.
O Conde Hippolit ouviu rumores de que sua esposa sai à noite do quarto em que ambos dormiam para passear pelo cemitério. Ele também descobre que sua mulher coloca um narcótico em seu chá para ele não acordar. Uma noite, Hippolit evita o chá com narcótico e segue Aurelia até o cemitério, onde ele descobre para seu horror, que ela e outras mulheres alimentam-se dos corpos dos mortos.
Depois de acordar de volta em seu quarto, Hippolit acredita ter sido um pesadelo, mas quando sua esposa se recusa a comer, ele repreende seu comportamento sinistro no cemitério. Aurelia ataca com raiva seu marido, como um animal predador, e morre em convulsões. O conde enlouquece e comete suicídio.



Nikolai Gogol (Viy, 1836)









"Viy" (em russo: Вий) é um conto de horror do escritor russo Nikolai Gogol, publicado no primeiro volume de sua coleção de contos intitulada Mirgorod (1835). O título refere-se ao nome de uma entidade demoníaca central para o enredo.

Gogol alegou Viy que era uma criatura do folclore ucraniano, mas na realidade não é verdade, e não há vestígios de que a criatura é encontrada em qualquer uma das tradições eslavas. Gogol inventou isso, mas não diminui de forma alguma a história, e talvez aumentar o seu efeito, dando um toque imaginativo inédito.
O conto é sobre um seminarista chamado Khoma que se hospeda na casa de uma bruxa. Ela o coloca sob um feitiço, e faz com que ele se deite. Ela decidiu montar sobre as costas dele e o seminarista anda em torno do campo como se ele fosse um cavalo. De repente, Khoma descobre que eles estão voando e percebe que ela é uma bruxa. Ele exige que ela o coloque de volta para baixo, e assim que desembarcar, ele pega um pedaço de pau e bate nela violentamente. Como a senhora grita dizendo que ela está morrendo, ele olha e vê que a bruxa se transformou em uma bela jovem.
Pouco depois ele foi convocado para casa de um proprietário para cumprir o último desejo de sua filha, e queria o aluno em particular para velar o seu corpo durante três noites. A filha morta, é claro, não é outro senão a bruxa, mas agora com uma aparência bonita. E as histórias que eles contam que vão desde a feitiçaria para o vampirismo. O pobre seminarista quer fugir, mas os cossacos do senhorio não lhe deixam escolha a não ser deixá—lo trancar—se sozinho com o caixão da morta. Haverá três noites frenéticas.
Gogol não era apenas qualquer escrito, como sabe qualquer leitor que tenha passado por seus contos e romances, e assim, esta história pode ser assustadora, mas é sabiamente estruturada. Com um ar de literatura popular e costumes ucranianos, Gogol é dedicado à distribuição de mitos básicos do folclore na história. Esse tom popular, criado por descrições de locais e reforçado pelo diálogo, é o que faz parte da história mais crível na literatura do gênero.

 

Théophile Gautier (La Morte amoureuse, 1843)
  



Esta obra foi lançada no Brasil com o nome A Morta Amorosa no livro O Clube dos Haxixins.

O conto a amante amorosa retrata um encontro sexual entre uma vampira e um monge. O narrador, Romuald, se apaixona por uma cortesã vampira que o afasta de seus votos sacerdotais e o leva a uma vida de prazer e extravagância. Clarimonde é uma das primeiras e mais sedutora vampira da literatura.

Esta obra foi lançada no Brasil com o nome A Morta Amorosa no livro O Clube dos Haxixins.

Alexei Tolstoy (The Family of the Vourdalak, 1843)





A figura do vampiro, desde a sua estréia na literatura romântica do século dezenove, é um personagem cuja popularidade não cessou de crescer até os dias de hoje.

Mas poucos leitores no Brasil conhecem esta obra de Aleksey Tolstoi, tão citada pelos cultores do gênero em outros países.
A Família do Vurdalak, centrada na figura lendária do upyr russo, é um relato que sem dúvida inclui—se entre os melhores do gênero vampiresco. Por isso mereceu uma adaptação para o cinema em 1963, com Bóris Karloff no papel do velho patriarca russo que acaba vampirizando toda a sua família.
A história tem como cenário a agreste campina sérvia, e seu ritmo, atmosfera e desenlace feérico antecipam as narrativas mais inquietantes que consagrariam o gênero cinematográfico no século XX.

Alexandre Dumas (The Pale-faced Lady, 1848)


Sinopse: Edvige, uma jovem polonesa cuja família se perdeu numa guerra entre a Polônia e a Rússia, encaminhou—se, como seu pai lhe recomendou, para pedir asilo em um mosteiro, perdido entre as solitárias montanhas dos Cárpatos.
Tendo sido atacada no caminho por bandoleiros, ela se vê prisioneira em um castelo sombrio, sob a tutela de uma estranha família. Gregoriska e Kostaki são os dois irmãos, de origem nobre, que carregam sobre si uma maldição… e ambos se apaixonam por Edvige. Ela sabe qual deles tem o sentimento mais nobre, porém a terrível maldição do vampirismo paira, como uma nuvem sombria, sobre aqueles dois homens. E sobre o amor que ela sente por um deles.
O livro a dama pálida tem grande semelhança com a série diários de um vampiro.

Richard Burton (Vikram and the Vampire, 1870)




Vikram e o Vampiro é um livro de narrativas hindu, coletadas no século XIX pelo pesquisador inglês Richard Francis Burton. Neste livro, o grande rei Vikram, considerado como o rei Arthur do Oriente, é colocado por um inimigo numa situação em que tem que levar para um iogue um baital – espécie de espírito maligno da mitologia hindu que toma a forma de morcego e habita cadáveres.

Os mitos tratados por este livro são citados por alguns pesquisadores como uma das influência na formação do mito do vampiro ocidental.
Sheridan Le Fanu (Carmilla, 1872)         


Este livro foi publicado em 1872 e é uma das primeiras obras sobre vampiros. Carmilla também foi referência para o livro Drácula que foi escrito por Bram Stoker.
O livro Carmilla é narrado pela protagonista Laura que vivia com o seu pai e duas governantas em um castelo na Áustria. Laura e seu pai estavam viajando em uma estrada quando ocorre um pequeno acidente próximo a eles. Uma carruagem que passava perto deles tomba no caminho. Uma jovem foi retirada da carruagem e uma senhora sai de lá dentro e começou a observar a jovem que estava desmaiada. O pai de Laura oferece ajuda. Então, a senhora aceita a ajuda dizendo que tem uma longa viagem e que regressará dali há três meses. Laura e seu pai receberam a jovem como hóspede. A bela e misteriosa jovem disse que se chamava Carmilla, porém não fala quase nada sobre seu passado. Laura e Carmilla tornam—se amigas, e quanto mais íntimas se tornam, mais eventos estranhos começam a acontecer no castelo.


Fergus Hume (A Creature of the Night, 1891)


Mistério Fergus Hume Gothic começa uma noite no final do século XIX—Verona, quando um jovem inglês perde seu caminho e encontra-se perdido em um cemitério assustador. Vendo uma mulher misteriosa emergir de um dos túmulos, ele a segue para uma mansão deserta, onde ele testemunha um assassinato digna dos Bórgias. Como pode tal crime ter lugar sem ser detectado na prosaica do século XIX? E é a mulher de um vampiro? Um vampiro? Ou um vilão bem mais terrena ...?
A fin—de—siècle thriller do autor de O Mistério de um Hansom Cab, este é um mistério clássico do Victorian pingando com uma atmosfera de época e e romance italiano.



H. G. Wells (The Flowering of the Strange Orchild, 1894)





Lançado no Brasil com o nome O florescimento da estranha orquídea na antologia de contos O Vampiro antes de Drácula (Editora Aleph, 2008)
O autor conta o curioso caso de um comprador de plantas. Em uma de suas compras, ele adquire alguns exemplares de orquídeas, sendo que uma delas é extremamente estranha, mesmo antes de florescer. E, após o seu florescimento, ele encontra seu primo, em uma tarde, sendo atacado por essa estranha criatura que, por meio de ventosas ligadas a tentáculos em seu caule, sugava — lhe o sangue. Ele consegue salvar—lhe a vida, enquanto a estranha planta negra continuava a espera de sua próxima vítima.

Mary Elizabeth Braddon (Good Lady Ducayne, 1896)



Em procura de trabalho para ajudar a sua mãe, a jovem Bela Rolleston vai a uma entrevista para conseguir o emprego de dama de companhia na casa de Lady Ducayne, uma idosa de saúde delicada.

Em princípio, Bela está satisfeita com o trabalho na casa de Lady Ducayne e o salário é bom.
No entanto, a mãe de Bela começa a preocupar—se, pois não está segura de que sua filha seja tão feliz como parece, pois agora de alguma maneira parece mais fatigada, menos vivaz, e teme que alguma forma esteja adoecendo a jovem.

O noivo de Bela, Herbert Stafford, também inquieto pelos temores da mãe de Bela, começa a investigar Lady Ducayne, e descobre que várias donzelas ao serviço da idosa morreram nos últimos anos de forma imprevista, debilitadas apesar de sua juventude e vitalidade.

Depois de realizar uma série de averiguações, Herbert enfrenta Lady Ducayne com a verdade: o doutor Leopold Parravicini, médico pessoal da idosa, mantinha a vida da idosa realizando transfusões de sangue que obtém de suas donzelas, previamente dopadas com clorofórmio. Lady Ducayne aceita impassível as acusações de Stafford, e decide deixar Bela partir, cansada das consequências de seu tratamento.

Tempo depois, Herbert e Bela casam—se. A moça recebe um cheque de 1.000 libras em seu nome enviado por Lady Ducayne, devido aos serviços prestados.




Varney the Vampire (1847)— James Malcolm Rymer




O enredo diz respeito aos problemas que Sir Francis Varney inflige sobre os Bannerworths, uma família outrora rica conduzida à ruína por seu pai, recentemente falecido. Inicialmente, os Bannerworths são a Sra. Bannerworth e seus filhos adultos Henry, George e Flora. (George nunca é mencionado após o trigésimo sexto capítulo.) Um amigo da família, o Sr. Marchdale, vive com os Bannerworths nos capítulos iniciais. Mais tarde, o noivo de Flora, Charles Holland, e seu tio Admiral Bell juntamente com seu assistente, o extremamente bem—humorado Jack Pringle, passam a viver na residência dos Bannerworths.

Varney foi uma grande influência na ficção de vampiros, mais notavelmente influenciou Drácula (1897), de Bram Stoker. Muitos os elementos das histórias de vampiro, teve origem em Varney: Varney tem dentes afiados, deixa duas perfurações no pescoço de suas vítimas, tem poderes hipnóticos, e tem força sobre—humana. Ao contrário de vampiros ficcionais do século XX, ele é capaz de andar sobre a luz do dia e não tem nenhum medo particular das cruzes ou alho. Ele pode comer e beber em sua forma humana como disfarce, mas ele aponta que não gosta de comida e bebida humana.

Bram Stoker (Drácula, 1897)








Sinopse:
Drácula é uma história de vampiros; de criaturas que estando mortas permanecem vivas. É também uma história de pessoas corajosas que se lançam à destruição de uma insólita e maléfica ameaça. Como quer que seja, permanece intacta nestas páginas a mesma emoção de milhões de leitores e espectadores que penetraram na história que se inicia num castelo desolado nas sombrias florestas da Transilvânia. Lá, um jovem inglês é mantido em cativeiro, à espera de um destino terrível. Longe dele, sua noiva bela e jovem é atacada por uma doença misteriosa que parece extrair o sangue de suas veias. Por trás de tudo, a força sinistra que ameaça suas vidas: Conde Drácula, o vampiro vindo do fundo dos séculos.




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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Filme um dia perfeito



Se tivesse um reino, os personagens de Um dia perfeito (a perfect day, Espanha, 2015) o trocariam inteiro por um pedaço de corda – mas eles não tem nada além de problemas. 

A começar, justamente, pela corda que arrebentou quando tentavam içar, de dentro de um poço, o cadáver de um sujeito obeso. Quem é o morto, e quem o jogou ali? Não há como descobrir: nos balcãs de 1995, na etapa final da guerra da Bósnia, cada cidadão é uma facção inimiga em potencial. Só a intenção é clara: envenenar o já parco suprimento de água do vilarejo. Mambrú (Benicio Del Toro), B (Tim Robbins) e a novata Sophie (Mélanie Thierry), que compõem o grupo de voluntários encarregados de pescar o defunto, sabem que a tarefa é urgente, mas não fazem ideia de onde encontrar a corda indispensável a sua realização. E os caminhos tortuosos que eles percorrem nas 24 horas seguintes, em busca desse item tão banal, compõem o trajeto emocional do filme extraordinário dirigido pelo espanhol Fernando Léon de Aranoa.

Em várias praças do país, portanto, é boa notícia que Um dia perfeito protagonize uma experiência inédita aqui, embora já corriqueira nos Estados Unidos e na Europa: o filme de Aranoa entrou simultaneamente nos cinemas e na NOV, plataforma de vídeo on demand (VOD). 

Produções independentes poucas vezes conseguem distribuição fora das maiores capitais, o que obriga os expectadores de cidades sem circuito alternativo a esperar crônicas pelo lançamento em VOD, DVD, cabo e, lá no fim do percurso, com sorte, na TV aberta. Os autores da iniciativa, entre os quais a empresa americana Móvil, se dedicam agora a selecionar outros títulos que possam se mostrar atraentes em ambas as formas de exibição.

 Um dia perfeito é uma excelente escolha inaugural. 

Ora cômico, ora trágico e muitas vezes surreal- embora perfeitamente realista- o filme consegue, em seus 105 minutos enxutos e fluidos, desenvolver com riqueza cada um de seus personagens (aos quais se juntam a burocracia impaciente de Olga Kurylenko, o interprete exausto de Fedja Stukan e o menino Nikola, que quer reaver sua bola de futebol), até decantar o que pessoas tão diferentes tem afinal em comum: a certeza de que são sim impotentes mas ainda assim indispensáveis.


FONTE: revista Veja, julho de 2016.


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Limpeza étnica e a lenda de Tarzan




Nos primeiros anos do século XX, o tratamento dispensado pelo rei Leopoldo II da Bélgica ao Congo nas quase três décadas que duravam já seu domínio na região eclodiu na forma de escândalo: de despachos de diplomatas ingleses a relatos em livro como o crime do congo, de Arthur Conan Doyle, vinham de todo tipo de fonte as noticias das atrocidades cometidas por Leopoldo no estado privado de 2,6 milhões de quilômetros quadrados que lhe fora concedida em 1885. Leopoldo reivindicara a área como base numa longa lista de ações benemerentes, cujo intuito final seria “elevar” as populações locais. Em vez disso, o rei belga quase as varreu do mapa.

Extraindo marfim, borracha, minérios e diamantes em quantidades gigantescas para vendê-los ao mercado europeu, Leopoldo escravizou os nativos e perpetuou um genocídio. 

Estima-se que entre um quinto e metade da população tenha perecido sob a violência de sua ocupação. O inglês Joseph Conrad fez dessa brutalidade a matéria de uma obra prima da literatura, o coração das trevas. E agora, o diretor David Yates e seus roteiristas se inspiraram nesses mesmos fatos para atualizar um dos personagens mais populares do século XX. 

Em A lenda de Tarzan (The legend of Tarzan, estados unidos, 2016), já em cartaz no país, o homem da selva criado pelo americano Edgar Rice Burroughs em 1912 não mais simboliza a superioridade branca na África. Pelo contrario: o Tarzan vivido por Alexander Skarsgard é agora testemunha consternada da crueldade colonial.

Nas centenas de versões que Tarzan já ganhou, é comum incluir-se alguma passagem que narre seu ajuste à civilização: deixado sozinho na floresta tropical, ainda bebê, com a morte de seus pais após um naufrágio, John Clayton, herdeiro do título de visconde de Greystoke, sobreviveu graças ao amor materno dedicado a ele por uma fêmea de macaco mangani (espécie inventada por Burroughs). 

Criado dentro do bando, crendo-se ele macaco, Tarzan só na juventude travou os primeiros contatos com seres humanos- e o ultimo filme bom de Tarzan, o Graystoke de 1984, com Christopher Lambert, tirava ótimo partido cômico do seu nem sempre suave ingresso a sociedade britânica.
Não é comedia, porém, que o inglês David Yates, diretor de quatro episódios de Harry Potter, tem em mente. É aventura à antiga- romântica e heroica. Aqui, lorde Graystoke já está aclimatado e aristocratizado, beberica chá com o mindinho em riste e, nos salões da sua propriedade, faz bela figura com Jane (a australiana Margot Robbie, aquele espetáculo de loira de O lobo de Wall Street, que logo será vista também como a Arlequina de esquadrão suicida). Mas restam, no visconde, o banzo pela África deixada para trás e uma inquietação de animal enjaulado- e o sueco Skarsgard, além de ser estatuesco e lindo de nocautear, é um ator perito em uma certa melancolia que só se dissipa com a ação (como na série Generation Kill) e nos instintos ferais que se agitam sob a superfície (presentes no seu vampiro nórdico de True Blood, e aqui exemplificados na cena quentíssima em que, vendo Jane pela primeira vez, ele a cheira dos pés à cabeça). Quando os emissários de Leopoldo II o convidam para observar os supostos benefícios do rei ao Congo, ele portanto recusa a viagem, porque sabe que não é o lorde que interessa a eles, mas sim Tarzan que ele tão cuidadosamente reprime.

Um desconhecido, porém o faz mudar de ideia: o americano George Washington Williams, interpretado com graça e prazer por Samuel L. Jackson, precisa de uma fachada para ir ao Congo verificar em pessoa os relatos de escravidão- e proporcionar-lhe essa fachada é o pretexto para que o visconde retorne a África, arranque a gravata e todo o resto da roupa, acaricie leões amigos na savana e pendure em cipós na selva, em resantes que combinam o trabalho de atores num estúdio com imagens captadas no Gabão. A nostalgia acaba rápido: o caviloso Leon Rom (Christoph Waltz, de Batardos Inglórios, em outra variação saborosa dos seus vilões de sotaque teutônico), capataz das atividades de Leopoldo na Bélgica, tem planos nefastos não só para Tarzan como também para Jane.- que na nova personificação, está longe de ser indefesa.
O verdadeiro par de Tarzan aqui, contudo é George Washington Williams, que, aliás, representa um personagem real: negro que lutou pela União na guerra civil, pastor, advogado e jornalista, ele foi um dos primeiros a denunciar a barbaridade de Leopoldo II no Congo, onde esteve em 1890. Como ex-soldado, não é impossível que tivesse a resistência física e a ótima pontaria que Jackson demostra no enredo. Mas é para legitimar o filme que ele está lá: em um Tarzan assim zeloso em corrigir o registro histórico, seria imperdoável que fosse o filho branco da África a lançar luz sobre a infâmia que um negro primeiro se preocupou em averiguar e então alardear.
FONTE: revista Veja, julho de 2016.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Professor ganha mal?


Se a pergunta é errada, dificilmente teremos uma resposta certa. Com uma pergunta vaga sobre remuneração dos mestres, as muitas respostas geram imensa cacofonia. Penetremos nesse patamar.
Primeiro, em que níveis de ensino? E que professores? Onde? As variações são enormes. O salario mínimo inicial no rio de janeiro é maior do que o de outras profissões. Em outros lugares, é miserável. e, na verdade, não há relação clara entre o salario de professor e o que aprendem os alunos. O amapá tem um dos salários mais altos e piores performances. Minas paga abaixo da média e seus resultados estão entre os melhores.
No geral, os salários desapontam. E, sobretudo, não atraem as melhores cabeças para ensinar em escolas publicas, cujo astral tende a ser péssimo. Comparações com outras profissões mostram resultados confusos. Os salario são até competitivos, se tomarmos a remuneração por hora. O outro lado da equação é quanto custa para o erário pagar professores. Em termos internacionais, gatamos bastante. Ajustando os dados para diferenças de custo de vida, entre 35 países (ricos ou quase) estamos pouco abaixo da média, havendo sete com melhor desempenho no pisa, com salários mais baixos. Gastamos muito e pagamos pouco! Por quê? O mistério é desvendado pela coleção de burrices nas formulas de remuneração.
No passado, após trabalharem 25 anos, os brasileiros não estavam muito longe do fim de sua vida. Mas hoje, aposentados com 50, ou menos, os professores tem uma esperança adicional de vida próxima a 25 anos. Ou seja, na media, eles passam tantos anos aposentados quanto ensinando. E , ao contrario do que acontece na maioria dos países, aposentam-se com o mesmo salario. Em alguns estados, a conta dos aposentados já é maior do que a dos ativos. Aumentando a idade da aposentadoria e fazendo o seu valor mais modesto, dobraríamos os salários.
Durante os seus 25 anos no ensino, os professores estão sob regras aparentemente generosas, mas no fundo perversas. Os 45 dias de repouso subtraem 37, 5 meses. As licenças-prêmio, a cada cinco anos, tiram mais doze meses. Os 25 recessos natalinos reduzem a carreira em 8,3 meses. Dez faltas anuais por saúde somam 8,3 meses. Em comparação com um empreguinho CLT. São seis anos a menos de trabalho, ou seja, os professores trabalham o equivalente a dezenove anos.
Quem fizer mestrado e doutorado poderá sair da aula por 72 meses. Duas gestações rendem doze meses. Quatro candidaturas a vereador dispensam da aula por mais doze meses. Ou seja, quem usar todas as dispensas legais deixará de ensinar por 13,5 anos. Esse seleto grupo trabalha 11,5 anos na sala de aula e recebe durante 38,5 anos (13,5+25 anos). Ótimo para eles, mas quem paga a conta?
Pelo menos na teoria, alguém tem de substituir os faltantes. Isso é custo e, no total, não é pouco dinheiro. Dentro da carreira, mestres e doutores ganham maiores salários, apesar de estar cabalmente demonstrado que tais diplomas não melhoram o rendimento dos alunos.
Se um educador eficaz em sala de aula não traz promoções nem salario. Em contraste, como os professores são estáveis, com completa impunidade, podem ser péssimos a vida toda. Ao fim do segundo ano, já se sabe quem não nasceu para a sala de aula. Pela lei, os profissionais podem ser dispensados. Mas ficam praticamente todos. Por que será?
Some-se a isso o excesso de professores pendurados nas burocracias das secretarias. Há muitos perdidos em outras burocracias, fantasmas e falecidos. E as greves? Pouco se logra medir as ausências provocadas por elas, mas são enormes.
Como se acumulam repetências, gasta-se mais. Se todos aprendessem, os salários poderiam aumentar muito, com o mesmo orçamento. Somando todos os desencontros, há o paradoxo do professor ganhando pouco e o governo gastando muito. E a injustiça dos ótimos ganhando o mesmo que os péssimos. 
fonte: matéria extraída da revista veja


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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Efeito estufa e aquecimento global




A receita de um ar limpo é: 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases, entre os quais o dióxido de carbono (gás carbônico), com teor aproximado de 0,035%. Acrescenta-se ainda uma porção de água, em quantidade variável conforme região do planeta e época.
Que o oxigênio é um ingrediente vital você já sabe. Vamos agora destacar a importância de outros dois componentes da atmosfera: água e dióxido de carbono. Eles mantem a Terra aquecida, possibilitando a existência de vida animal e vegetal no planeta. A fonte de calor, naturalmente, é o sol. Dos raios solares que incidem sobre o planeta, 30% não consegue atravessar a atmosfera e são refletidos de volta para o espaço. Outros 70% atingem a superfície terrestre, sendo uma parte absorvida por ela e o restante, refletido sob a forma e radiação infravermelha. Então, uma parcela dessa radiação infravermelha é absorvida pelas nuvens e pelo dióxido de carbono, aquecendo a atmosfera e criando uma estufa natural.
A estufa é uma câmara fechada, normalmente com vidro. Que permite cultivar plantas. As paredes e o teto de vidro permitem que os raios solares entrem, mas dificultam a saída de energia calorífica, mantendo o ambiente aquecido o suficiente para a sobrevivência das plantas. A retenção de calor por uma estufa pode ser comparada ao que ocorre em um automóvel fechado, estacionado sob o sol.

É o efeito estufa que mantém o clima terrestre ameno, sem grandes variações entre o dia e a noite, permitindo que a vida se mantenha. 

Sem ele, a temperatura média terrestre seria de -18°C e não 15°C, como é atualmente. Como consequência, uma parte muito maior da superfície do nosso planeta seria permanentemente coberta por gelo.
Originalmente, o dióxido de carbono é produto de vários processos naturais que se desenvolvem na Terra, como a respiração de seres vivos e emissões vulcânicas. 

No entanto, desde o século XIX, vários fatores contribuíram para elevar a quantidade de dióxido de carbono presente na atmosfera. 

Dentre esses fatores, os mais significativos são o desenvolvimento industrial acelerado, a explosão demográfica, que aumentaram a queimada de combustíveis fósseis, e os desmatamentos e queimadas de florestas. Com mais dióxido de carbono, a atmosfera absorve uma quantidade maior de radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre, aquecendo mais do que deveria. O resultado é o aumento da temperatura em todo o planeta, o chamado aquecimento global. O progresso tem seu preço que é a destruição da natureza.
E o problema só tende a aumentar. Cientistas constataram que, além do dióxido de carbono e do vapor d’água, partículas em suspensão no ar e outros gases poluentes como monóxido de carbono, monóxido de nitrogênio, ozônio, metano e os clorofluorcarbonos (CFCs), gases utilizados em refrigeradores, condicionadores de ar e sprays, também absorvem o calor refletido pela Terra, contribuindo para agravar o aquecimento global.
As consequências de um aquecimento global de grandes proporções parecem catastróficas: o derretimento de partes das calotas polares faria aumentar o nível dos oceanos, ocorreriam inundações nas cidades litorâneas, modificações do clima, prejuízos para a agricultura, etc. essas alterações poderiam espalhar doenças tropicais e provocar secas em outras regiões do planeta. Só teriam  algum beneficio os moradores de lugares muito frios, pois poderia haver menos riscos de doenças de inverno e aumento da produtividade agrícola.

Anos atrás, o aquecimento global foi objeto de controvérsias no meio científico. Mas agora, parece haver um consenso de que está ocorrendo um aumento da temperatura global.

Essa foi uma das razões da realização da Eco 92 no Rio de Janeiro. Nesse congresso mundial, o Brasil e outros 154 países assinaram a convenção climática, documento no qual se comprometem a controlar atividades que possam causar aumento do efeito estufa. Mais de 160 países definiram metas para a redução da produção de gases poluentes durante a convenção de Kyoto, no Japão em 1997. Contudo, as boas intenções não tem se convertido em ações concretas, pois estudos apontam que a temperatura média do planeta continua aumentando.
Os Estados Unidos se recusaram a assinar o protocolo de Kyoto, alegando que as medidas prejudicariam a economia mundial. Em 2013, o novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas afirma que a temperatura media terrestre aumentará em 5ºC até o fim do século XXI.
Infelizmente, há apenas um planeta que tem condições de suportar a vida humana. Se o homem destruir o planeta terra, não haverá outro para substitui-lo. No futuro, haverá uma maneira de impedir o aumento de temperatura?  Será que há um modo para a sociedade alcançar o desenvolvimento sem destruir a natureza.


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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Cidade dos amaldiçoados- um dos filmes mais assutadores de John Carpenter


John Carpenter conseguiu produzir uma série de filmes que passaram a se tornar clássicos cult. Alguns deles (Halloween e O Coisa) estão entre os melhores filmes de terror de todos os tempos. Embora seja difícil argumentar que sua produção dos anos 90 não era tão impressionante, ele conseguiu a produzir À Beira da Loucura (In the Mouth of Madness).

O único filme de John Carpenter que é mais esquecido é a cidade dos Amaldiçoados de 1995 que é a reformulação do filme 1960 de mesmo nome baseado no romance de John Wyndham.


O filme de Carpenter gira em torno de uma pequena cidade americana isolada de Midwich, Califórnia. É uma pequena aldeia idílica, curiosamente escondida em algum lugar perto da costa e longe das preocupações da vida na cidade grande.

Um dia, uma força misteriosa permeia através da cidade, deixando todos inconscientes por horas em um momento (levando a algumas mortes acidentais, incluindo um acidente desagradável durante um churrasco). Todo mundo acorda ao mesmo tempo, tonto e confuso, e não é que dez mulheres tornaram-se grávidas ao mesmo tempo.

Nove meses depois, todas as mulheres dão à luz na mesma noite, com a exceção de uma, que gera um natimorto. Os outros bebês são perfeitamente saudáveis. Eles crescem a um ritmo acelerado e rapidamente avançam em inteligência antes de se tornar hostis em relação à cidade.


Eu me considero uma grande fã de Carpenter. Ainda é bastante claro que este não é um dos melhores da Carpenter; no entanto, não é um filme completamente pobre, e é realmente muito eficaz e assustador às vezes.


Como um remake (ou, na verdade, uma re-adaptação), é sólida porque permanece fiel ao enredo do original, mas acrescenta suas próprias torções e idéias. Há uma cena no início, onde o governo desce sobre a cidade de uma maneira quase militante, e vemos a personagem de Alley falar com alguns funcionários do governo misteriosos em um quarto escuro. É assustador, e não estamos temos sequer a certeza se podemos confiar Alley.

Este filme também se diferencia do original com seu retrato austero de violência gráfica. Não é um filme com gore, mas a violência é bastante brutal às vezes e raramente é estilizada. As crianças forçam os adultos da cidade a fazer coisas dementes - eles saltam de penhascos, atirar-se, empalar-se, e alguns até mesmo se transformar em corpos carbonizados. As crianças em si são assustadoras em sua aparência - o uniforme, cabelos descoloridos, olhar combinado com os olhos brilhantes.

O elenco é uma reunião eclética, e não há muitos rostos familiares. Christopher Reeve (em seu último papel antes de seu trágico acidente) é uma liderança sólida. A sub-trama envolvendo ele e uma das crianças (Thomas Dekker) é bem feita por causa da vulnerabilidade de Reeve lá. O resto das personagens parece que está lá para amplificar a contagem de corpos. É divertido ver Mark Hamill como o padre da cidade, embora seja um pouco assustador quando ele empunha uma arma e tem como alvo uma das crianças.


Ainda assim, há algo um pouco errado com o filme, e na maior parte começa com o roteiro, que é um pouco apressado demais, apesar do fato de que três escritores trabalharam nele. A personagem de Alley é especialmente um pouco de misteriosa, já que nunca descobrimos exatamente por que ela está a par de tanta informação do governo. A relação entre Reeve e o caráter de Dekker não são explorados com muita profundidade.

Se tivesse havido um script mais polido e mais convicção para explorar os temas do filme, a trama poderia ser melhor. Os efeitos especiais são um pouco limitados, mas Carpenter consegue criar alguns recursos visuais grotescas utilizando simples câmera O DVD que a Universal lançou ainda é decente. É ótimo ver Reeve em ação, e as crianças pequenas demoníacas muitas vezes fornecem um pontapé de entretenimento, mas há uma valiosa peça do quebra-cabeça faltando a partir deste projeto.




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Super herói o filme






A melhor piada no filme paródia Super-herói o filme (Superhero Movie) está no trailer, que deve ser um sinal de que a comédia não é a desconstrução hilariante de adaptações de quadrinhos.
Drake Bell interpreta Rick Riker, um adolescente desajeitado que foi criado por sua tia Lucille (Marion Ross) e tio Albert (Leslie Nielsen) e secretamente apaixonado por sua vizinha Jill Johnson (Sara Paxton).
Depois de ser picado por uma libélula radioativa, Rick ganha os poderes da criatura - exceto por ser capaz de voar. Independentemente disso, ele logo se torna um herói famoso, combatendo os criminosos em todos os lugares e ganhando o amor do público. Ele se torna conhecido como libélula.
Mas quando um vilão chamado ampulheta (Christopher McDonald) descobre a identidade secreta de Rick e tem como alvo a família e amigos de libélula, o herói é forçado a descobrir sua força interior para salvar as pessoas que ama.

Caso você não tenha notado, este ponto do filme soa muito com o filme Homem-Aranha e suas duas sequências - e isso é porque a história de “Super-herói o filme” é praticamente uma cópia idêntica.

Há um momento engraçado do filme, onde Wolverine raspa as pernas com suas garras, Barry Bonds é uma mutante super-humana, e Professor Xavier é negro.

Em última análise, a pior ofensa que “Super-herói o filme” comete é ser sem graça. No filme, há uma facilidade com que algumas pessoas são entretidas por uma piada peido ou piada óbvia. Do início ao fim, o filme é uma imitação do Homem-Aranha que é realmente menos engraçado.

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