UA-74912227-1 Livros de Romance: O-ESPETACULAR-HOMEM-ARANHA-2-A-AMEACA-DE-ELECTRO
Mostrando postagens com marcador O-ESPETACULAR-HOMEM-ARANHA-2-A-AMEACA-DE-ELECTRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O-ESPETACULAR-HOMEM-ARANHA-2-A-AMEACA-DE-ELECTRO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Seriados da Netflix: série Hemlock Grove



Um dos maiores trunfos da Netflix foi ter começado sua jornada nas produções originais com o pé direito, Hemlock Grove, House of Cards e Orange is the New Black deram um show de qualidade e se tornaram sucessos da empresa, abrindo espaço para que cada vez mais conteúdo fosse financiado.

Todas as três foram melhorando através dos anos, mas infelizmente no caso de Hemlock, que já tinha uma data de validade menor, ao invés de fechar com chave de ouro, por não precisar inventar muito para continuar (como Supernatural faz a 5 temporadas), eles bagunçaram a série numa mistura de: “Já que vai acabar, vamos acelerar esse negócio logo”, com “Nossa, temos tanta história para contar, pena que não teremos tempo”.

É praticamente impossível distinguir se aconteceu o que aconteceu por falta ou excesso de amor ao show, o que dá para afirmar é que foi muito mal feito, de uma forma que não achei que veria uma produção da Netflix errar depois de toda experiência adquirida através dos anos.
Comparando as temporadas
O seriado foi encerrado com apenas 3 temporadas e 33 episódios, não por falta de popularidade ou críticas ruins, mas porque ele é baseado em um livro, então existia um planejamento caso a primeira temporada desse um resultado positivo eles teriam mais duas temporadas. Pode até ser que se a série tivesse feito um sucesso maior, eles continuariam com o show, mas depois da segunda temporada já decidiram que a terceira seria a última.
Por não ter uma garantia de continuação a primeira temporada é diferente das demais, isso porque ela é muito mais concentrada na pacata cidadezinha de Hemlock Grove, como acontece em qualquer cidade do interior, qualquer acontecimento fora da rotina acaba chamando a atenção de todos os moradores, mas o resto do mundo segue sem saber da existência da cidade onde lobisomens comem adolescentes durante a madrugada. Além de ter um arco praticamente fechado.
Já a segunda e a terceira expandem os problemas enfrentados por Peter e Roman para algo mais regional e depois descobre-se que mundial, isso sem levar em conta a importância que o laboratório Godfrey vai recebendo com o passar do tempo, com pesquisas que vão de transferência de mentes, a criação de corpos “sintéticos” e mais qualquer coisa que for necessário para a ocasião.
A segunda temporada ainda segura bem a inserção de novos personagens e uma trama totalmente nova, mantendo o clima sombrio, as histórias amarradas e uma imprevisibilidade sensacional, mas infelizmente na terceira quase tudo se perde e deixa aquela sensação de traição no coração dos fãs.

Fãs de Crepúsculo entrariam em coma ao ver como lobisomens se transformariam de verdade.
Sobre a terceira temporada
Se a primeira temporada praticamente fechou um arco, a segunda terminou com um cliffhanger impossível de se ignorar, fazendo a terceira ser praticamente uma extensão dela (como uma mid season de seriados para TV) e por mais que eu critique a última temporada aqui, se você assistiu a segunda, tem que assistir a terceira.
O mais decepcionante desse último ano é você ver uma história e personagens muito bons, sendo estragados por um roteiro ruim e direção péssima, de uma forma que eu, que nunca segurei uma câmera ou escrevi um roteiro, tenho certeza de que faria melhor.
É como se essa temporada tivesse sido escrita por duas pessoas que jamais se encontraram para discutir o que seria feito, cada um fez sua parte e depois juntaram tudo e colocaram no ar, deixando várias coisas sem muito sentido, com uma primeira metade totalmente arrastada, beirando a monotonia total, e por algum motivo uma segunda metade com cenas aceleradas e atropeladas, chegando a ser, algumas vezes, displicente.
A primeira metade dessa temporada
Logo de cara você já percebe o problema de ritmo, quase abandonei a série na primeira metade dessa temporada porque nada acontece e quando acontece é de maneira ridícula. Desses primeiros 5 episódios, pouquíssima coisa se salva e poderia ser resumido em um único, que não se perderia muita coisa.
Desde o começo, a série se apoiou na amizade improvável dos dois protagonistas e durante essa fase os dois praticamente não se falam, encontrar Miranda e Nádia que é o motivo dessa temporada existir fica em terceiro plano, fazendo até mesmo a gente esquecer que aqueles dois caras são melhores amigos e precisam encontrar a todo custo a namorada e filha sequestradas por um lagarto/dragão gigante.
Cada um dos protagonistas recebeu uma subtrama (que acabou transformando a trama principal em sub…), na do Peter transformaram Andreas que era um personagem divertido, num mala que só não irritou mais, pelo final justo que deram a ele, no caso do Roman inseriram a Annie, personagem mais sem graça da série, totalmente neutra, que você torce para morrer, simplesmente para ela não aparecer mais.
A Shelley que já tinha recebido um arco na segunda temporada, agora recebe outro ainda maior, explorando mais a já complexa personagem, e minha crítica nem é sobre isso, já que ela sempre mereceu esse espaço, porém a maneira como foi feita te faz dormir durante todo o episódio, com um papo filosófico impossível de se acompanhar sóbrio.
Falando sobre a falta de sentido, o terceiro episódio foi o exemplo perfeito disso, parece que Eli Roth (produtor executivo da série e criador da franquia Albergue) pensou: “Estive organizando isso aqui durante três anos, não é possível que uma série de terror termine sem um episódio de Cabana na Floresta”, e foi exatamente isso que fizeram nesse capitulo, adicionaram um novo elemento na história só para poder fazer o bendito episódio de “Cabana na floresta”, clássico dos filmes de terror, e a coisa mais clichê desse tipo de filme, que não combina com o clima do programa.
Direção e roteiro
Acredito que dois fatores foram responsáveis pela quase tragédia que foi essa temporada: direção e roteiro. E é incrível dizer isso, já que seriados utilizam vários diretores em cada temporada, e no caso do roteiro, eles só precisavam fazer uma adaptação do que já estava escrito!
O maior problema de roteiro foi não saber planejar a quantidade de história para a quantidade de episódios, quiseram inserir histórias totalmente novas e ignorar o que tinha ficado em aberto, focando mais nos personagens secundários e criando novas tramas para os protagonistas. Porém lembraram depois, que esses 10 episódios seriam os últimos do seriado e que tudo deveria ser resolvido dentro desse tempo, então chegaram ao ponto de resolver todo um suspense e problema de escala mundial em metade de um episódio, com um clímax de segundos!! É como se os Power Rangers chamassem o Megazord no primeiro minuto do episódio e simplesmente pisasse no vilão, acabando com o problema da forma mais simples e fácil possível, sem criar nenhuma expectativa para o tão esperado final.
A direção só não pode ser criticada nos momentos da Olivia, onde provavelmente experiência da atriz [mais no tópico abaixo] é que fez a diferença, foi ruim o suficiente para que eu, que não tenho o mínimo conhecimento técnico, me incomodar muito com o andamento das cenas. A cena final, por exemplo, foi para fechar confirmando tudo o que foi essa temporada, resumiram o desfecho de uma amizade de três anos que se tornou um relacionamento de irmãos em uma cena completamente tosca, estragando até mesmo a belíssima atuação do Skarsgård, que tentou a todo momento passar algum sentimento enquanto o diretor cortava e tentava acabar com aquilo tudo o mais rápido possível.
Nem tudo se perdeu
Para mostrar o tamanho da discordância dentro dessa temporada, com altos beirando a excelência e baixos quase fundo do poço, o Dr. Pryce recebeu uma trama, equivalente à da Shelley, porém de uma maneira sensacional, dando um background real ao personagem, com uma história muito boa, fazendo você se importar de verdade com o doutor, sem tanta enrolação e favorecido com uma atuação incrível de Joel de la Fuente (Law & Order: SVU), se tornou meu personagem favorito da temporada.
Outro arco que segurou bem a temporada foi o da Olivia que contou com uma atuação inspirada de Famke Janssen (a Jean Grey dos primeiros X-Men e a esposa do Liam Neeson na franquia Taken), como eu não imaginava que ela poderia ter (sempre achei ela mais um rostinho bonito, do que atriz talentosa) e ainda fez uma dupla sensacional com o Chango interpretado pelo desconhecido, porém ótimo, Alex Hernandez.

Pryce e Olivia foram os dois pontos altos da última temporada
Um ponto positivo que a série manteve, foi aquele ar de suspense e cenas que te deixam sem respirar de expectativa, excluindo os dois últimos episódios que não teve atenção e nem cuidado algum em torno desses pontos, os outros episódios, mesmo na pior fase da série, mantiveram a tensão e imprevisibilidade nas cenas.
CONCLUINDO
Tendo assistido a esses 10 últimos episódios acredito que dividir as histórias contadas em mais episódios seria o ideal. É claro que se não tivessem desperdiçado tanto tempo no início lento da temporada, talvez tudo pudesse ter sido contado com mais calma e qualidade, mas existiram pontos interessantes que poderiam ter sido mais explorados, transformando-os em tema de temporada e não uma subtrama para dar um motivo para um episódio ou ação.
Com um final extremamente justo, como a muito tempo eu não via em um seriado, porém feito de uma maneira totalmente amadora, como eu também a muito tempo não via numa série, mais do que chateado, fiquei irritado, por ver algo que poderia ser perfeito, ser bem mais ou menos por culpa de desleixo da produção.
Até tentei resumir esse post, mas foi impossível, essa temporada merecia textão, apesar de tudo, não me arrependo de ter me apaixonado pela série, e tê-la acompanhado durante esses três anos, porém daqui pra frente, todo mundo para quem eu a recomendo, já recebe o aviso de que ou assiste só à temporada inicial, ou terá que acompanhar até o final.

domingo, 23 de dezembro de 2018

O espetacular homem aranha 2

Quando a Sony anunciou que iria reiniciar a franquia do herói aracnídeo, a grande pergunta era: o novo filme irá contar tudo o que já foi visto mais uma vez? Por mais que certos fatos, como a morte do tio Ben, sejam incontornáveis, os produtores e o diretor Marc Webb buscaram um novo olhar sobre o personagem em O Espetacular Homem-Aranha. Desta forma, o Cabeça de Teia surgia mais jovem, explorando mais o lado piadista, com Gwen Stacy ao invés de Mary Jane Watson como interesse amoroso e com uma subtrama existente nos quadrinhos, mas pouco explorada, envolvendo o desaparecimento dos pais de Peter Parker. Por mais que renovasse o personagem e tenha feito sucesso junto ao público - foram US$ 752 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais, fora brinquedos e produtos relacionados -, ficou sempre a sensação de ser um filme menor diante dos que foram dirigidos por Sam RaimiO Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro surge disposto a jogar por terra esta impressão, mas acaba prejudicado pelas próprias características desta nova série.
o espetacular homem aranha 2

Diante deste fantasma onipresente, O Espetacular Homem-Aranha 2 mais uma vez é uma aventura menor do que poderia ser. O que está longe de significar que seja um filme ruim. Com efeitos especiais caprichados, às vezes beirando a animação, o filme possui cenas de ação muito boas que exploram bem a capacidade de imersão do 3D. Andrew Garfield parece mais à vontade na pele do herói e consegue transmitir com fidelidade o ar juvenil característico desta versão. O Aranha piadista mais uma vez marca presença, com sacadas bem-humoradas e gagsvisuais divertidas. Mas, se o filme tem tudo isso, qual é o problema então?
o espetacular homem aranha 2

São três, na verdade. O primeiro é a história dos pais de Peter, que ocupa um tempo imenso dentro dos 142 minutos de duração. O segundo é a trilha sonora de Hans Zimmer, que incomoda especialmente nas cenas envolvendo Electro (Jamie Foxx). O terceiro é o exagero de vilões na história, que disputam espaço entre si. O mais elaborado é Electro, que até apresenta um perfil psicológico interessante, mas que se torna um supervilão típico pouco após a transformação. 
o espetacular homem aranha 2
o espetacular homem aranha 2


O Duende Verde de Dane DeHaan tem traços de loucura bacanas, ajudados pela maquiagem caprichada, mas acaba diminuído diante da grande quantidade de subtramas a serem trabalhadas no longa-metragem. E Rino (Paul Giamatti), coitado, tem uma participação mínima como o vilão da vez a enfrentar o Aranha - mas, justiça seja feita, são cenas divertidas que retratam bem o clima dos quadrinhos nas telonas. Norman Osborn está morto (eu falei que tinha spoilers!). 
o espetacular homem aranha 2



Mas isso foi meio que chocante no filme. Um dos maiores vilões do Homem-Aranha fica pouco tempo na tela e, bom... Foi comer capim pela raiz. Mas será que é isso mesmo? Norman Osborn morreu? Bom, a ideia original do diretor Marc Webb era ter justamente uma cena pós-créditos (ou no meio dos créditos) que deixasse isso mais claro. Primeiro, tudo começou com uma analise de uma imagem do filme que vazou há alguns meses. Nela temos o misterioso Gustav Fiers (o mesmo da cena pós-créditos do primeiro O Espetacular Homem-Aranha e que teve erroneamente o nome escrito como “Fears” na versão legendada brasileira) andando naquele ~bunker da Oscorp. O que tem ali, na cela número 3? Na época ninguém se tocou, mas, aproximando, fica tudo mais claro.




o espetacular homem aranha 2


o espetacular homem aranha 2


SIM! A cabeça do Norman Osborn, toda congelada ao estilo (dizem) Walt Disney. Esperando uma cura pra sua doença, talvez. Só que, como você sabe, essa imagem não aparece no filme. De acordo com fontes do ScreenRant, a ideia original era ter justamente essa sequência na cena pós-créditos. Ele ia chegar na cabeça congelada, mandar um “wake up, old friend”, e a cena acabaria. Osborn IS ALIVE. Isso encaixaria com o fato do Harry ter encontrado (algum tipo de) cura para a doença, já que o final de Espetacular 2 mostra ele “indo e voltando” (na medida do possível, incluindo novos poderes e com algum grau de loucura, mas é algo melhor do que a situação do pai do riquinho).
Ninguém sabe como a existência do Norman Osborn impactaria no futuro O Espetacular Homem-Aranha 3. Pode ser até que o personagem seja guardada para o já anunciado filme do Sexteto Sinistro. É que, nos quadrinhos, Norman comandou equipes como Thunderbolts e Vingadores Sombrios, com vilões se colocando como heróis. Pode ser que a Sony adapte o conceito para o filme do Sexteto, o que faria sentido e ficaria dentro dos direitos de adaptação que o estúdio tem na manga.