sexta-feira, 28 de julho de 2017

Livro segredos e paixões- capítulo 2: laços de sangue








Adônis morava com seu pai cujo nome era Álvaro e uma jovem de 22 anos chamada Olga, irmã mais velha de Adônis. Ela era ruiva enquanto pai e filho tinham cabelos loiros. Os três possuíam olhos verdes. Álvaro era um homem elegante de 43 anos de idade. Adônis tinha um metro e noventa centímetros de altura e possuía um porte atlético. O jovem tinha uma beleza física semelhante à de um anjo. Era a família Kowalski.
Os três estavam sentados à mesa e jantavam juntos naquele momento. O apartamento tinha cinco cômodos. Cozinha e sala eram separadas apenas por um balcão. Havia três quartos. O único banheiro da casa se localizava ao lado do quarto de Olga.  Em um momento da refeição, Álvaro falou:
— Eu encontrei uma casa no bairro felicidade. O preço do imóvel é mais barato do que os das outras casas. Eu assinei o contrato de venda na corretora de imóveis. Nós nos mudaremos para o condomínio céu azul que fica no bairro felicidade. Vamos morar no local a partir da segunda-feira da próxima semana.
— Álvaro, por que você quer se mudar para um bairro mequetrefe? Nós estamos vivendo bem nesse apartamento — disse Adônis.
— O preço do aluguel desse apartamento aumentou. Além disso, quero ter um lugar próprio mesmo que eu tenha que morar em bairro de quinta categoria — disse Álvaro.
— Pai, eu aceito morar em qualquer lugar — disse Olga.
— A nova casa tem cinco quartos, uma cozinha ampla, duas salas, uma área de serviço enorme, um sótão e uma varanda. Não vamos mais almoçar e jantar em uma sala-cozinha — disse Álvaro.
— Tudo bem, Álvaro. Você sabe o que faz — disse Adônis. 
Após o jantar, Olga se levanta e começa a transferir a louça da mesa para o tanque de aço inox. A jovem começa a fazer a limpeza dos pratos. Álvaro entrou no quarto nesse momento.
Adônis se ergueu da cadeira e se aproximou da televisão. Ele ligou o aparelho com o controle remoto e se sentou no sofá.
Minutos depois, Álvaro saiu do dormitório e carregava uma roupa no ombro. Nesse momento, Olga olhou para Álvaro e perguntou:
— Pai, você vai a algum lugar agora?
— Eu irei ao cinema com Brígida — respondeu Álvaro.
— Você deve estar bastante apaixonado por ela. Desde que você começou a ter um caso com a dona Brígida, vive se arrumando para ficar bonito para ela — disse Olga.
— Eu me sinto vivo quando estou com Brígida. Ela dá mais emoção para a minha vida — disse Álvaro.
— O único defeito da princesa é que ela é casada com outro homem. Você é só um passatempo para ela — disse Adônis.
— Brígida é uma mulher digna — falou Álvaro.
— Adônis, não seja um estraga-prazeres — disse Olga.
— Bem, eu trocarei de roupa. Preciso chegar a tempo — disse Álvaro.
Dizendo isso, Álvaro entrou no banheiro nesse instante. A jovem estava de costas para Adônis que olhou para Olga enquanto ela executava a tarefa. O rapaz observava os movimentos do braço da sua irmã enquanto Olga deixava as louças em cima da mesa. O rapaz a desejava em segredo.
Adônis nutria um desejo por Olga há muitos anos, mas não revelou isso a ninguém exceto para Monique. Álvaro saiu do banheiro depois de 10 minutos e perguntou para a filha:
— Olga, eu estou lindo?
A jovem olhou para seu pai e falou:
— Sim.
— Obrigado — disse Álvaro.
— Tchau, Álvaro. Tenha um ótimo encontro — disse Adônis.
— Eu voltarei às onze horas da noite — falou Álvaro.
Em seguida, Álvaro abriu a porta da sala e foi embora do apartamento. Adônis se levantou do sofá e trancou a porta. O rapaz se sentou no sofá novamente e continuou assistindo televisão.
Quando Olga acabou de lavar toda a louça, ela guardou os objetos no armário e foi para o quarto. A jovem se sentou na janela do cômodo e começou a observar as luzes dos carros. Havia uma varanda na janela do aposento dela.
Depois de alguns minutos, Adônis entrou no quarto e se aproximou da janela. O rapaz olhou para a moça e disse, sorrindo:
— Olga, eu posso me sentar aqui perto de você?
— Sim — respondeu Olga.
Ele se assentou ao lado dela e começou a observar a paisagem formada por prédios e luzes de carros. Nesse instante, a jovem disse:
— Papai está tão feliz com dona Brígida. Eu nunca o vi tão entusiasmado antes.
— Álvaro está se comportando como um adolescente apaixonado — disse Adônis.
— Adônis, por que você nunca namorou ninguém até hoje? Não conseguiu encontrar alguém a tua altura? — perguntou Olga.
O sorriso de Adônis se fechou nesse momento e ele emudeceu. Olga disse:
— As moças que moram nesse edifício sempre me dizem que tu és o rapaz mais lindo que elas já viram. Muitas arrastariam um trem para ter um encontro romântico contigo. Por que tu não queres dar uma chance para uma delas?
— Eu gosto de uma garota que conheço há muitos anos, mas ela não me ama da mesma maneira.
— Quero saber o nome dela. Eu a conheço?
— Eu falarei quem é na hora certa.
— Eu nunca encontrei alguém que fizesse meu coração bater mais forte. Eu quero saber como é sentir o que meu pai sente por dona Brígida.
— Olga, podemos ir a um shopping Center. Eu penso que você deveria sair um pouco dessa rotina. Por favor, aceite o convite.
— Está bem, eu irei ao shopping center com você. Aliás, que horas são?
Adônis olhou no seu relógio de pulso e falou após ver a posição dos ponteiros:
— São 8 horas e 30 minutos da noite.
— É hora de assistir ao seriado lances da vida.
— Ok, então vamos.
Adônis e Olga desceram da janela e foram para a sala. Quando chegaram lá, Adônis se sentou no sofá e ela pegou o controle remoto da mesinha que havia no centro da sala. Ela ligou a televisão e sintonizou uma emissora onde o seriado era exibido. Em seguida, ela se sentou ao lado de seu irmão.
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Segredos e paixões- Capítulo 1: amor proibido






Era uma tarde do dia 3 de janeiro. Um rapaz estava deitado sobre a cama dentro de um apartamento. Eram 18 horas. Ele observava uma fotografia que estava em suas mãos. Nesse instante, uma jovem saiu do banheiro. Ela usava um roupão de banho e os cabelos dela estavam molhados de água. A moça percebeu que ele fitava uma foto e perguntou:
— Adônis, que espécie de foto é essa?
— Não me atormente, Monique.
Ela sorriu e disse:
— Aposto que é foto de mulher nua. Deixe-me ver.
Nesse momento, ela se jogou em cima dele e tentou puxar a fotografia da mão de Adônis. Ele tentava esconder a foto debaixo dos lençóis. Ela fez cócegas nas axilas dele até que Adônis largou a fotografia na cama. Monique pegou a foto e a olhou. A moça observou o rosto de uma bela jovem de cabelos ruivos. A garota da fotografia aparece sentada no banco de uma praça. Adônis tomou a foto da mão de Monique e disse:
— Você não deveria ter feito isso.
— Adônis, quem é essa moça que está na foto?
— O nome dela é Olga. Ela é minha meia-irmã.
— Ela é parecida fisicamente com você. Os olhos dela são verdes como os teus.
— Olga e eu somos filhos do mesmo pai, mas temos mães diferentes. Na verdade, eu a conheci só depois que completei 9 anos.
— Eu percebi que você estava olhando de maneira diferente para essa fotografia.
— Eu estou apaixonado por Olga há muito tempo, mas ela não sabe disso. Eu reprimo o que sinto por ela há anos. Eu vivo o tormento de amar uma garota proibida para mim.
Monique ficou horrorizada e falou:
— O que? Mas como você pode se sentir atraído por ela? A moça é tua irmã.
— Ela é minha meia-irmã — corrigiu ele.
— Ok.
— Eu me senti estranho quando percebi que eu estava apaixonado por ela, mas eu não consegui parar de desejá-la. Eu não pude evitar. Aliás, eu jamais a vi como minha irmã, pois eu fui criado longe dela durante uma boa parte da minha infância.
— Desde quando você é apaixonado por Olga?
— Desde os primeiros anos de convivência com ela. No início, eu notei que sentia algo diferente por Olga. Mas quando eu tinha 11 anos, entendi que eu a desejava como se ela fosse minha namorada.
— Por que você passou a morar com Olga e seu pai?
— Minha mãe, Lavínia, deixou-me na casa do meu pai naquele tempo, pois ela precisava cursar doutorado nos Estados Unidos. Eu ficaria na residência dele durante três anos. No fim desse tempo, minha mãe retornaria para me buscar. Mas dois anos depois, eu telefonei para Lavínia e lhe pedi para que ela me deixasse permanecer na casa do meu pai por tempo indeterminado. Então, minha mãe permitiu que eu morasse com meu pai e Olga permanentemente. Acho que Lavínia ficou feliz em se livrar de mim, tanto é que minha querida mãe nunca mais voltou para me visitar durante esses anos.
— Adônis, você tem 19 anos de idade, é inteligente e é um dos rapazes mais lindos que já vi em toda minha vida. Você pode ter moças até mais bonitas do que Olga. Eu não entendo o porquê de você perder teu tempo amando uma mulher que não pode ser tua. O desejo que você sente por ela é como o fruto proibido do jardim do Éden.
— Mas eu a quero mais do que as outras. Aliás, eu desejo me casar com Olga e ter filhos com ela. Essa garota me faz ter vontade de acordar todos os dias. Sem ela, eu não suportaria viver nesse mundo miserável. Se Olga não tivesse entrado na minha vida, eu teria me suicidado há muito tempo. Eu prefiro morrer a viver sem Olga.
— A moça da foto é ruiva assim como eu. Você me escolheu por eu ter traços físicos semelhantes aos de Olga?
Ele sorriu para Monique e falou:
— Sim. Aliás, eu imagino o rosto dela em todas as ruivas que eu encontro na rua.
O sorriso de Adônis se fechou nesse momento. O rapaz observou a fotografia de Olga mais uma vez e disse:
 — Eu temo que Olga se afaste de mim quando ela descobrir que eu a desejo, pois eu fui criado com ela. Eu sei que Olga tem preconceitos sobre isso. Ela nunca me aceitaria como amante ou namorado.
— Como você sabe que ela vai se afastar de você se souber disso?
— Há dois anos, Olga e eu estávamos assistindo a um filme no qual havia dois irmãos que se apaixonaram um pelo outro. Além disso, os dois eram do mesmo sexo. Esse filme gerou bastante polêmica na época do lançamento. Olga saiu da sala de cinema 15 minutos antes de acabar a exibição do filme. Eu a segui até o hall. Olga me disse que ela sentiu repulsa pelo filme e não queria mais vê-lo. Ela falou que o amor daqueles dois irmãos do filme era abominável e repugnante. Nesse momento, eu perguntei se ela sentiu aversão porque as duas personagens eram gays, mas ela me disse que ela sentiu nojo pelo fato de os dois serem irmãos de sangue e de ambos estarem apaixonados um pelo outro.
— Puxa!
— Naquele dia, eu soube que Olga sentiria repulsa por mim se ela descobrisse que eu a desejo. Olga sentiria nojo de mim. Eu não dizer nada para ela por enquanto. Assim que eu conseguir comprar uma casa no estado do Amazonas, eu pedirei transferência no quartel onde eu trabalho. Eu a levarei comigo para o Amazonas. Chegando lá, eu vou acorrentá-la em algum quarto até que ela se acostume em ser minha mulher. Infelizmente, estou com dificuldades de encontrar uma casa de campo que tenha um valor inferior a 300 mil reais no Amazonas. Olga será minha prisioneira.
— Se você sequestrá-la, teu pai pode investigar e ele descobrirá esse segredo. Certamente, ele foi mandar a polícia te procurar.
— Meu pai nunca vai desconfiar de mim se Olga nunca mais for vista por ele. Assim que eu levá-la para o Amazonas, eu vou escrever uma carta em nome dela onde vou dizer que ela foi embora com um namorado ou amante para outro país. Meu pai acreditará na mentira. Ele é idiota.
— Por que você se interessou por ela?
— Olga é doce, inocente e gentil. O que eu sinto por ela é a única parte boa que há em mim.
— Eu entendo.
— Peço que você não comente sobre isso a ninguém.
— Guardarei o teu segredo. Você pode confiar em mim.
— Meu pai tem um caso com uma mulher casada. Se ele fugisse com a amante para outra cidade, eu teria mais liberdade para me casar com Olga.
— Se Olga nunca te aceitar mesmo que você a leve para bem longe dessa cidade, o que você vai fazer?
— Eu vou matá-la se Olga não me quiser como amante. Em seguida, eu me suicidarei. Não há vida sem Olga.
— Adônis, você não precisa seguir esse caminho. Muitas escolhas são irreversíveis. Ainda não é tarde demais para voltar atrás. Não sonhe com o impossível, pois o despertar pode ser amargo.
— Você acredita em maldição, Monique?
— Sim.                           
— Eu tenho uma maldição que é desejar Olga.                                                                       
Nesse instante, o jovem olhou para seu relógio de pulso que marcava 18 horas e trinta minutos. Adônis se levantou da cama e pegou a jaqueta de couro que estava pendurada no cabide. Ele retirou 50 reais do bolso interno da jaqueta e deixou o dinheiro em cima do criado-mudo. Monique perguntou:
— Você já vai embora?
— Sim. É tempo de voltar para a casa do meu pai. Eu te verei novamente assim que eu puder.
Adônis vestiu a jaqueta e disse:
— Até logo, Monique.
— Até logo, Adônis.
Ele saiu do local nesse momento. A moça deu um aceno para o rapaz enquanto ele caminhava em direção ao elevador do prédio. Ela falou sussurrando: “Eu espero te ver de novo”. Havia uma melancolia no olhar da moça nesse momento. Monique fechou a porta do apartamento após a partida de Adônis.
A jovem começou a preparar o jantar. Enquanto isso, ela pensava no segredo de Adônis. Monique já havia conhecido homens de vários tipos. Alguns eram traficantes, outros trabalhavam como assassinos de aluguel, peões de construção civil e etc. Mas Monique percebeu que Adônis não era como os outros homens que ela conheceu. Adônis falava de maneira melancólica e depressiva com ela quando estavam juntos. Havia uma dor no semblante daquele jovem durante a maior parte do tempo.
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Livro segredos e paixões - Prólogo






Era uma tarde ensolarada. Quinze pessoas estavam em um cemitério. Os coveiros da funerária jogavam terra em uma sepultura naquele momento. Um homem chamado Álvaro disse para uma mulher que estava ao seu lado:
— Inês, eu estava tão preocupado com meu trabalho que
não prestei atenção em minha família. Eu deveria ter notado que Adônis, meu filho não estava bem. Se eu tivesse percebido que havia algo estranho em meu filho, essa tragédia teria sido evitada.
— Senhor Álvaro, não se culpe — disse Inês.
Álvaro soluçava e chorava enquanto os coveiros jogavam terra sobre o túmulo.
— Fui tão negligente. Como eu pude ser tão idiota. Eu sou o pior pai que existe na face da Terra — falou Álvaro.
— Ninguém pode prever o que acontecerá amanhã — disse Inês.
— Eu não conhecia meu filho tão bem. Por que ele não confiou em mim? Por que Adônis não se abriu comigo na época em que ele passou a viver em minha casa?
— Talvez Adônis temesse que você não o compreendesse — falou Inês.
— Minha vida perdeu o sentido. Eu estou com vontade de morrer — falou Álvaro.
Os fatos que culminaram naquela tragédia à qual o homem se referia ocorreram há alguns meses atrás quando Álvaro Kowalski se mudou com seus dois filhos para o condomínio céu azul. Muitos segredos sombrios que estavam ocultos há anos vieram à tona de maneira surpreendente desde então.

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